Depois de uns dias de aguaceiros,
Vibra uma imensa claridade crua,
De cócoras, em linha, os calceteiros,
Com lentidão, terrosos e grosseiros,
Calçam de lado a lado a longa rua.
E os rapagões, morosos, duros, braços,
Cuja coluna nunca se endireita,
Partem penedos. Cruzam-se estilhaços.
Pesam enormemente os grossos maços,
Com que outros batem a calçada feita.
Depois de uns dias de aguaceiros,
Vibra uma imensa claridade crua,
De cócoras, em linha, os calceteiros,
Com lentidão, terrosos e grosseiros,
Calçam de lado a lado a longa rua.
E os rapagões, morosos, duros, braços,
Cuja coluna nunca se endireita,
Partem penedos. Cruzam-se estilhaços.
Pesam enormemente os grossos maços,
Com que outros batem a calçada feita.
(Cesário Verde, 1875)
Une vague sous les pieds pour alléger les pas et rendre l’esprit heureux
Très belle mosaïque comme pavé!
C’est si joliment tissé de bleu du ciel, de sable et de pierre que je me demande si on ose s’y aventurer, même du bout du pied!
J’aime les sols si joliment pavés 😉
C’est quoi ?
Le bleu qui manque parfois à notre ciel.
S’ il n’est pas au-dessus de nos têtes, il arrive qu’il soit à nos pieds.
Merci Armando.